terça-feira, 30 de março de 2010

Primeiro Short Triathlon 750m /20km /5km


Este ano resolvi correr algumas provas alternativas e um dos meus desafios previstos era o triathlon.

Mesmo sem treino especifico me escrevi para a prova da Triativa (21/03 - COPA PARANÁ DE TRIATHLON GUARATUBA - 750m / 20km / 05km) na categoria Montain bike, pensei que seria moleza pois já fiz alguns duathlon e tinha me saído bem, um 4º em Almirante Tamandaré e 1º no Autódromo Internacional de Pinhais.
O dia da prova estava lindo, o mar lisinho o sol brilhando forte e aquela energia pairando sobre o ar. Ao deixar a bike na transição aproveitei para tirar algumas duvidas com quem já participava de como organizar o meu material.

As 08:15 o organizador do evento passou as ultimas explicações sobre a natação, “primeira bóia braço direito , segunda braço direito e terceira braço esquerdo”, ai começou minha seqüência de erros, verifiquei que o pessoal começou a ficar mais a direita da bóia, e eu na minha inexperiência tracei uma linha reta com a bóia.

Deu a largada entrei rapidamente na água e comecei a nadar no meu costumeiro R3 (três braçadas para uma respiração) outro um erro de principiante, pois como não levei em consideração que a maré estava puxando para a esquerda me posicionei errado na entrada do mar e a cada respirada que dava eu via a bóia se afastar, não tive opção parei de nadar alinhei o corpo novamente e fui em direção a primeira bóia. Mas tinha me afastado muito do pelotão e resolvi relaxar e curtir a prova. Nadei calmamente poupando minha perna para o que vinha pela frente.
Ao sair da água meu sobrinho deu um grito ”vai tio, você não é o ultimo, ainda tem dois na água” animador dos 70 eu era o 68º, segui para a transição encontrei um senhor trocando a roupa para o ciclismo, fiz uma transição rápida e ganhei mais uma posição.

A Recuperação
Sabendo que somente tinha 2 inscrito na categoria MTB, resolvi lutar para não ficar em segundo e comecei a desenvolver um pedal muito forte, ganhando posições a cada volta de 5 km, conseguindo recuperar 4 minutos dos 8 que tinha perdido na natação, consegui ultrapassar mais uns 12 no pedal com a média de 31 km/h e logo avistei o rapaz da minha categoria +- 1 km na minha frente, serrei os dentes e fui para a transição com as pernas pegando fogo.

A Corrida
Agora parei de me divertir e comecei a sofrer, sei que consigo correr bem os 5 km, mas as pernas não respondiam da mesma forma que queria. Já era umas 9 da manhã e o sol forte esta me castigando muito, demorei em encaixar o ritmo. Por incrível que pareça após 1 km já tinha esquecido que tinha pedalado tão forte e comecei a aumentar meu ritmo ai comecei a ultrapassar o povo que tinha saído da água uns 6 a 8 minutos na minha frente, o que me deu um novo animo, fiz a primeira volta dos 2,5 k e logo ultrapassei o rapaz da minha categoria. Agora já não iria ficar com o ultimo lugar, a pressão é maior quando só tem 2 na sua categoria.
Passei mais alguns participantes e cruzei a linha de chegada feliz da vida com minha performance na bike e corrida.
Encontrei minha esposa e sobrinho que comemoram junto comigo mais um desafio concluído.
O pior é que gostei da brincadeira e até comecei a treinar com um profissional de triathlon para não fazer feio ao nadar no mar.

750 m nadando em 00:20:17
20 km bike em 00:38:01
05 km correndo em 00:20:40
Não computei as transições que fiz bem na boa aproveitando para recuperar-se.

quinta-feira, 18 de março de 2010

1º Etapa – Circuito Paranaense de Cross Duathlon 2010


Aconteceu dia 14/03/2010 em Campo Magro, a primeira etapa do Circuito Paranaense de Cross Duathlon 2010, onde estiveram presentes 70 atletas das diversas categorias. Como de costume cheguei bem cedo ao local do evento e já vi a correria do Kleber (naventura) em deixar tudo pronto para a largada agendada paras 09:00 hs da manhã.

A largada atrasou um pouco, mas nada que comprometesse o evento, adrenalina já estava a todo, por mais que achasse que não tinha chance alguma. Corri a primeira etapa junto com o Tche (Trainer), pois queria aproveitar a experiência que ele tem com corrida e assim evitaria um possível desgaste, a gente correu bem forte, pois terminamos os 3,7 km (meu Garmin) junto com o pelotão dos primeiros colocados. Fizemos uma transição rápida para a bike e saímos a pedalar pelas trilhas, que

estavam bem técnicas, já na primeira subida não avistei o Tche e resolvi dar uma forçada no pedal, pois sabia que o rapaz de Colombo, Claucio Sgoda, (gente finíssima) tem um pedal muito forte e poderia me passar a qualquer instante. Cheguei a descida onde o Kleber tinha anunciado que tinha uma equipe de resgate, imaginei que fosse muito perigosa e dei aquela amarelada na descida, pior que para ajudar na descida caiu chuva de granizo que pipocavam no meu capacete. Grassas a Deus terminou a descida e junto com ela a chuva diminuiu, mas as pernas não eram mais as mesmas, chegou o trecho com asfalto e junto com ele alguns competidores encostaram, e logo fui ultrapassado, tentei ir atrás mas não adiantou, meu nível é bem inferior, mas por enquanto só tinha perdido uma posição na bike e como tinha ganho 2, ainda estava no lucro. Mas o pior estava para vir, uma subida de uns 3 km até o restaurante onde é a transição, olha que subida que nunca terminava.... panturrilhas já davam sinais de fadiga e mais 1 competidor me ultrapassa. Fiz uma transição bem sossegada, pois pelos meus cálculos estava em 11º e tinha três da minha categoria logo à frente.

Segunda corrida (Os perdidos) Larguei da bike dei uma olhada para minha esposa, esbocei um sorriso um tchauzinho e sebo nas canelas (versão em câmera lenta), pois demorei uns 400 m para entrar no pace de 04,40, mas incrível que pareça acabei recuperando uma posição e me aproximei de um grupo de 6 corredores... (estes são os perdidos), pois chegamos a um Y e bateu a duvida quatro subiram a direita eu e mais um fomos para esquerda... Mas logo voltamos, paramos novamente e ficamos perdidos um olhando para o outro, ai apareceu terceiro corredor e seguimos todos a direita (errado) e o pior era uma subida de uns 600 m, terminamos a subida outra rua sem marcação, pegamos a esquerda, mais mal começamos a correr novamente o grupo que tinha ido antes já estava voltando, reagrupamos novamente e seguimos para a chegada. Todos meios chateados e desanimados por erra o caminho, achando que seriamos os últimos, passamos mais uns 5 competidores e chegamos, desmotivados e sem nenhuma pretensão.

Premiação (surpresa) Os corredores da categoria 30-34 estavam juntos comigo na hora que nos perdemos, e por mais que rodássemos 1,4 km a mais que os outros competidores, conseguimos formar o pódio dos perdidos, fiquei em 3º para minha surpresa. Parabéns a Kleber (naventura) pela organização, Tche e João Stresser pelos 1º colocados nas suas categorias e especialmente para minha esposa por acordar cedo num domingo chuvoso para ver uns malucos correrem. Próxima etapa dia 30/05/2010.

Testando o novo tênis

Dia 17 de março de 2010 fui até a Territorio, loja de artigos para esporte de aventuras, para comprar um tênis para corrida de montanha, fui instruído a comprar o Tênis Speedcross II Masculino Preto – Salomon, e hoje fui para um treino de 17 km onde pude comprovar que fiz uma boa escolha. Comecei meu treino no Guabiroba (Região rural de Campo Largo), onde corri por estrada de saibro com bastante pedras, corri +- 5 km entre subidas e descidas, e no inicio achei que o tênis era muito mole, pois quando pisava em alguma pedra muito pontiaguda eu a sentia no pé, porem acho que era falta de costume, pois ultimamente só estava correndo em asfalto.
Mas o que me chamou a atenção no tênis foi que ele é muito leve o que fez com que mantivesse o mesmo ritmo que tenho em asfalto e com o mesmo conforto do meu Ninbus 10 (Asics), o tênis faz você se sentir mais leve e naturalmente aumentar o ritmo.
Cheguei finalmente à montanha, e o tênis se saiu muito bem, demonstrou segurança e leveza na subida, mas a minha grande surpresa foi a descida, acostumado a cair durante as outras decidas neste morro, o tênis mostrou porque parece uma chuteira, despenquei do morro em exatamente 10 minutos e por incrível que pareça sem nenhum tombo, ai já valeu cada centavo investido.
Rodei novamente para o centro da cidade, feliz da vida com o produto adquirido, e louco para testá-lo em uma trilha molhada.




Morro do Cal – Campo Largo Altimetria (meu GPS) : Topo 1155 m base 922 m 17,32 km em 02:15:47 alternando corrida e caminhada. 500 ml de água com Vo2, 1 Gatorate e 1 barra de chocolate.












Alguns vídeos que fiz com o celular, não tem boa qualidade mas da para ter uma idéia do que foi a subida.

Tudo tem um Inicio

Estou criando este blog, para eternizar na web a minha vivencia com o esporte, trazer a todos as boas experiências que obtive com o esporte, e quem sabe incentivar outras pessoas a procurar o esporte como um meio para escapar da vidinha pacata e viverem novas sensações. Como fechar a primeira corrida de 10 km ou um sonha mais alto como correr uma maratona, pedalar 200 km e ficar bravo no final porque queria mais.

Não esperem que poste somente flores, pois a vida de quem quer tornar-se um esportista, por mais amador que seja sempre tem os seus espinhos e no meu caso as dificuldades encontradas serviram para tornar-se um pessoal melhor.

Inicie no esporte quando cursava a 4º séria no Colégio Estadual Sagrada Família, onde sempre participava dos campeonatos de handebol a nível municipal e estadual, lembro que fui campeão regional de handebol nos anos 92/93 e 94, também tive a oportunidade de ser campeão de vôlei de dupla no mesmo colégio. Participei da seleção da cidade durante os anos que pratiquei handebol, jogando campeonatos como Jogos da Juventude, abertos e Metropolitano de handebol.

Quando comecei a estudar a noite comecei a praticar o basquete, onde tive a oportunidade de tornar-se campeão dos Jogos dos Trabalhadores, nem sei se existe este campeonato agora, mas sempre tive uma vida ligada ao esporte.

Ao entrar na faculdade devido a falta de tempo fiquei somente com a musculação (as 05:30 da manhã) e um passeio de bike nos fins de semana que foram sumindo com o passar do tempo e acabei tornando-se um cidadão normal (denominação escolhida pela minha esposa).

Passei por uma fase onde precisava juntar dinheiro para construir a casa e casar, foi onde as lições do esporte começaram a aparecer, estagio de 6 meses no HSBC e logo a proposta para trabalhar como terceiro com um salário muito maior, frutos da determinação aprendida nas quadras, fácil adaptação as equipes e vontade de vencer fizeram que minha carreira de Analista de Sistema desse um grande pulo, tudo isso em 2 anos, em 2008 minha vida estabilizou e voltei ao esportes.

Reagrupei o time de handebol do passado e começamos a participar dos campeonatos locais, obtendo em 2008 os títulos de campeão Intermunicipal aberto e Campeão da Taça São Jose dos Pinhais.

Mas achava que ainda estava faltando algo mais desafiador, foi onde encontrei a corrida, participei de algumas provas de 10 km sem treinar, pois achava que o esporte coletivo tinha me condicionado para o desafio, não foi um total fiasco, porque consegui terminar em 00:56:00 hs e pude verificar que poderia mais, entrei para a Trainer com o objetivo bem definido, vou correr a maratona de Curitiba em novembro de 2009.

Maratona de Curitiba, o maior desafio da minha vida, até hoje
Muito treino e muitas provas me qualificaram para terminar a maratona em 03:40:32, um tempo razoável para um amador inexperiente.
Mas para atingir este tempo eu passei por muito treino, muitas lesões (gastei 90 sessões de fisioterapia), corri a Meia de Foz, fiz a loucura da subida da Graciosa e até fiz o Audax 200 k litoral, nadava 2x na semana e musculação 3x, tudo em prol da maratona.

E adivinha qual foi a minha maior frustração... a maratona ter terminado, pois foi tão gostoso viver 6 meses respirando maratona que quando terminou a sensação de vazio reinou e fiquei meio perdido por uns 2 meses.
Agora tudo voltou com os novos objetivos traçados e a endorfina voltou a minhas veias tudo voltou ao normal.

Esta é minha história resumida, um viciado em esportes.